Estas palavras marcam toda a liturgia
desta semana. Na primeira leitura, o profeta Isaías fala desta voz que
clama no deserto convidando o povo a preparar o caminho do Salvador. O
Evangelho, também, lembra-nos desta voz pregando perto do rio Jordão, onde eram
batizados todos os que ouviam a sua palavra e arrependiam-se dos seus pecados.
Por fim, São Marcos afirma que esta voz era de João, nome escolhido por Deus,
Batista porque batizava aos que se arrependiam dos seus pecados.
A palavra deserto leva-nos a refletir
sobre uma triste realidade: no lugar onde devia ser feita esta pregação estava
transformado num covil de ladrões e os que deviam gritar para que o povo se
prepara-se para receber o Messias, estavam ocupados nos negócios que tinham
montado dentro do templo de Jerusalém. Assim os que deveriam estar preparados
para receber o Salvador, encontravam-se escravos dos bens materiais.
Outra vez ouvimos a mesma voz pregando
no deserto, onde é ouvida, unicamente, por aqueles que, abandonando o barulho
da propaganda comercial, que mantém o povo escravo do consumismo e que o
transforma num verdadeiro inferno, são uma minoria. O Messias vem para que todo
o povo participe de Sua Paz, porém, só esta minoria o acolherão.
Todos celebraremos o Natal. Poucos
participaremos da Paz que Jesus nos traz. Eu, onde ficarei?
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