A Turma do democrata
Entre um governo “release Beta” a prometer um - “agora
é que vai ser”, e uma oposição "descafeinada", que – “se
soubesse o que sabe hoje nem sequer tinha descalçado as pantufas”, a
turma do democrata Louçã ameaça conseguir um feito: suplantar em esperteza
saloia, os saloios que lhe vão entregar o voto por se acharem os mais espertos
desta terrinha de cegos.
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A acontecer domingo o que algumas sondagens atribuem àquela idiotice barroca animada pelo Louçã, é ver-se confirmada a persistente demência que habita essa coisa a que chamam eleitorado: a inclinação doentia para frequentar os abismos mais estúpidos e miseráveis da política.
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A acontecer domingo o que algumas sondagens atribuem àquela idiotice barroca animada pelo Louçã, é ver-se confirmada a persistente demência que habita essa coisa a que chamam eleitorado: a inclinação doentia para frequentar os abismos mais estúpidos e miseráveis da política.
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Se não andarem muitos inquiridos a enganar as sondagens, e não é provável que andem, vamos assistir à confirmação da doença.
Um país que escolhe isto, merece o pior.
Dizem querer a Liberdade, mas depois têm medo de ser verdadeiramente livres.
Se não andarem muitos inquiridos a enganar as sondagens, e não é provável que andem, vamos assistir à confirmação da doença.
Um país que escolhe isto, merece o pior.
Dizem querer a Liberdade, mas depois têm medo de ser verdadeiramente livres.
O Pau que Nasce Torto!
Um povo imbecilizado e resignado,
humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião,
um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é
capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando
nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai.
Guerra
Junqueiro, sobre os portugueses, em 1896
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